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A informação possibilita e cria formas de condução para a vida em sociedade, portanto, é preciso fazer bom uso das estratégias de comunicação para melhor aproveitamento, sendo assim, cabe ao profissional de Relações Públicas desempenhar este importante papel social.

domingo, 24 de junho de 2012

Sustentabilidade: Grande parceria da imprensa brasileira


     A Sustentabilidade é um fato no Brasil?
A mídia tem sido a grande parceira no processo de formação da cultura da sustentabilidade na sociedade brasileira. 
 
A mídia brasileira, em quase todas as suas editorias, vem demonstrando muito interesse em destacar os conceitos de sustentabilidade e de consumo consciente.  Isto não é de hoje. Pesquisa realizada pelo DATABERJE com parceiras já demonstrava que em 2008 a sustentabilidade era pauta recorrente na grande imprensa.  Não é somente a Rio+20 que tem inspirado estas diversas pautas.  O tema está presente no país formalmente desde 1990, com as pioneiras Rádio Eldorado fazendo campanha para a limpeza do Rio Tietê e a TV Globo lançando o Globo Ecologia, com o ator e também ambientalista Vitor Fasano.  Os jornalistas e as empresas de mídia foram se conscientizando da necessidade de apoiar, dar cobertura e esclarecer sobre a intersecção das áreas de negócios, sociais e ambientais nas ações das empresas, dos governos e das organizações públicas e privadas. Primeiro separadamente e já neste século com o chapéu da sustentabilidade.

O Meio e Mensagem, em reportagem especial realizada em maio de 2011 já destacava que a sustentabilidade "ganha espaço na imprensa" e citava várias delas com ações próprias e internas – a Rádio Eldorado foi à primeira mídia eletrônica a compensar emissões de CO2, em 2008 - e com ações externas como a ampla cobertura do tema, o lançamento de concursos e premiações e a edição de suplementos especiais que são verdadeiras joias em prol da divulgação do princípio da sustentabilidade e sua equação - pessoas, planeta e economia – na formação da qualidade de vida da nação. Hoje temos vários jornalistas especializados na área que tratam o tema com a maior propriedade e são convocados para todos os debates nacionais que têm acontecido.  Estes jornalistas estão à frente de suplementos impressos de jornais, programas de editoras de revistas, de televisão e de sites especializados como o "Razão Social" (O Globo), "Programa Planeta Sustentável" (Grupo Abril) "Cidades e Soluções" (Globo News) e o eco.com, entre outros de grande destaque e contribuição para a conscientização da Sociedade.

A pesquisa publicada no dia 6 de junho p.p., realizada para o Ministério do Meio Ambiente pelo Instituto CP2 em abril – "O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável"- ouviu mais de duas mil pessoas. Sobre as principais preocupações dos brasileiros, o meio ambiente ficou em 6º lugar (13%) ficando atrás de saúde/hospitais (81%), violência/criminalidade (65%), desemprego (34%), educação (32%) e políticos (23%).  Embora 78% dos brasileiros afirmaram nunca terem ouvido falar da Conferência da ONU Rio + 20, 47% conhecem o termo sustentabilidade e, destes, 46% o associam ao meio ambiente e 22% ao cuidado do meio ambiente, das pessoas e da economia ao mesmo tempo. Os problemas ambientais, por serem mais visíveis, atingem a preocupação de 65% dos entrevistados que os consideram uma questão de "sobrevivência".  Quando se trata da responsabilidade para gerar e resolver os problemas criados pela má utilização dos recursos naturais, os entrevistados (61%) acreditam que o governo estadual, as prefeituras (54%) o governo federal (48%) e as próprias pessoas (46%).  E quem age na defesa do meio ambiente? As entidades ecológicas (41%), os meios de comunicação e os cientistas as (35%), entre outros, como o governo federal (20%). 
 
O jornalista Carlos Piazza, superintende de Comunicação da Light, em entrevista a Anderson Scardoelli, para o Comunique-se, lamenta que "toda notícia que é sobre sustentabilidade está voltada para o meio ambiente" e chama a atenção para a importância e o real significado da palavra. Nesta pesquisa fica evidente esta tese do jornalista: o desmatamento, as poluição das lagoas, rios e do ar, o volume do lixo e o desperdício da água são os problemas identificados pelos entrevistados. Ocorre que ultimamente o conceito de sustentabilidade tornou-se um princípio, segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não deve comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.

A este princípio são atreladas as ações necessárias para que a sustentabilidade se torne uma questão do dia-a-dia do brasileiro: desenvolver, gerir/administrar, crescer e consumir sustentavelmente e que colocam o princípio de sustentabilidade em uma visão de longo prazo para valorizar e recuperar todas as formas de capital humano, natural e financeiro.  O resultado disso é que o agir com sustentabilidade para a sociedade se tornou uma agenda socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente correta, criando políticas públicas e formando novas atitudes e comportamentos para empresas, governos, organizações e pessoas.

A grande credibilidade que a mídia brasileira desfruta na sociedade é a principal responsável na formação da opinião pública sobre temas que se tornaram imprescindíveis para a qualidade de vida atual e futura do país. Este papel fundamental tem sido uma tônica constante na mídia brasileira e também necessita ser preservado e valorizado para que as gerações futuras tenham clareza da importância desta parceria.

Lala Aranha, 12 de junho de 2012
http://aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=746&ID_COLUNISTA=77
Relações Públicas, é consultora da Teia de Aranha Comunicação. Nos últimos 20 anos, foi presidente da Ogilvy Relações Públicas, sócia-fundadora da Calia Assumpção Publicidade e Diretora da CDN Comunicação Corporativa. É membro do Conselho Diretor  do WWF-Brasil. Escreveu o livro Cartas a um Jovem Relações Públicas, lançado pela Editora Elsevier. 
Lala Aranha
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